Construção Socioecológica

Casa dos Sonhos

UMA EXPERIÊNCIA DE CONSTRUÇÃO COM A TERRA CRUA NA PARAÍBA, ATRAVÉS DA CASA DOS SONHOS

Resumo

A Casa dos Sonhos trabalha com mais de cem famílias de baixa renda da comunidade Santo Amaro, uma comunidade muito carente, que, em sua maioria, sobrevive da coleta de lixo.
A Casa acredita que através da solidariedade seja possível garantir uma vida mais digna e justa para esta população.


Este núcleo de desenvolvimento é uma experiência modelo na região que pode ser aplicado em outras comunidades muito carentes e excluídas dos direitos fundamentais da cidadania. O trabalho tem como essência a construção da paz com sensibilidade social, que é base da sustentabilidade social. A gritante necessidade de habitação digna por parte dessa comunidade levou ao desenvolvimento de trabalhos usando a terra como material de construção.
Essa atividade faz parte da educação não formal e tem vinculada uma equipe técnica que conta com um engenheiro e duas arquitetas. Nos processos de autogestão comunitária e de melhoramento das condições de habitação das comunidades mais pobres precisam-se desenvolver projetos demonstrativos de habitação com objetivo de mostrar, valorizar e ensinar possibilidades técnicas e eliminar os preconceitos, a fim de se conseguir um melhoramento integral das moradias e dos ambientes construídos.

Num trabalho deste tipo, exige-se uma aliança, porque com organização e com ciência é possível desenvolver tecnologia para se chegar a uma real mudança com compromisso social. Dentro deste processo educativo, destacam-se os seguintes objetivos: a transferência tecnológica com diversas técnicas construtivas com terra para capacitar a comunidade, incluindo as mulheres, para a autoconstrução, o melhoramentos de suas casas, de um modo ecológico e econômico, fortalecendo assim a autoestima, a organização e a participação ativa na transformação de sua realidade familiar e social.

1. Antecedentes

A Casa dos Sonhos atende à população da comunidade Santo Amaro, em Várzea Nova da cidade de Santa Rita. A comunidade se formou pela ocupação de terrenos da União Federal, debaixo dos fios de alta tensão. Atualmente, moram aproximadamente 200 famílias das quais, 85 moram em casas de taipa mal construídas. Sem infraestrutura básica, no inverno, muitas famílias sofrem sérias consequências das forças da natureza e ficam sem casa. A maioria dessas pessoas é desempregada, sem renda fixa, que vive de fazer ”bicos” e reciclagem de lixo. Muitos de seus filhos levam o sustento para casa com seu “trabalho” (pedir na rua).

Há um número importante de pessoas consumidoras de álcool e de drogas, como também, as mulheres e crianças vítimas da violência doméstica.
Graças ao trabalho da Casa dos Sonhos, a comunidade está sendo alvo de atenção da sociedade e do governo municipal: As crianças e as mulheres iniciarão um processo socioeducativo que lhes abrirão a autoconsciência em relação à capacitação, a maior participação social que gera outra perspectiva de vida.

O trabalho com o bairro é uma intervenção integral que procura o desenvolvimento holístico da comunidade participante, com o princípio da reciprocidade e da equidade social. No processo de intervenção, foi construída uma parte da sede da Casa dos Sonhos com a técnica do bloco de terra comprimida (BTC), tipo Mattone.
Posteriormente, foi feita a construção de habitações para famílias necessitadas. Neste último ano, foram feitas duas oficinas de capacitação e de motivação da comunidade, com a construção de uma casa de artesanato para as mulheres, com quatro técnicas alternativas com terra que resultou num espaço de geração de recursos para elas.

O processo de construção, ensino e transferência tecnológica com a “terra” como material construtivo iniciou-se em 2005, com um trabalho integrado entre comunidade, organização não governamental, universidade e cooperação internacional, com o acompanhamento de profissionais particulares.
Este trabalho está inserido dentro dum projeto de intervenção social com a comunidade. Trata-se dum processo construtivo demonstrativo, aplicando uma técnica de construção com terra. Esse processo desenvolveu-se utilizando o BTC, também denominado bloco ecológico. Com esta tecnologia se começou a primeira obra no bairro, tendo sido construido um salão na sede da Casa dos Sonhos (figura 1), onde se desenvolvem as atividades sócioeducativas com as crianças e adolescentes da comunidade.

Em continuidade com este processo, e atendendo às necessidades da Casa, foram construídas duas salas para atividades educativas e de informática (figura 1).
Trata-se de um espaço num total de 72 m2, na parte fechada. Hoje este projeto serve também para valorizar a construção com material de terra, além de ter socializado e capacitado o pessoal com as técnicas de construção apropriadas. Ademais permitiu analisar custos, rendimentos, qualidade, facilidade e dificuldades dos mesmos.

Figura 1. Salão multiuso de 40m², construído com tijolo convencional e BTC. (Foto de Yudith Gómez, 2005).


Numa terceira etapa (ano 2008 e 2009), iniciou-se um processo para realizar projetos demonstrativos e solucionar parte da problemática de moradia. A ideia foi demonstrar às famílias outra possibilidade construtiva com materiais não convencionais, que permitiria aos moradores da comunidade melhorar ou refazer suas casas, já que eles constroem suas casas de taipa de mão sem técnica, com pouca qualidade e sem estabilidade por não possuírem recursos.
Para isto continuou-se utilizando e aplicando a técnica de BTC, com tijolos construídos pelos participantes dos espaços de capacitação, como melhor alternativa construtiva. Isso porque a utilização de recursos locais implicaria o uso de muita madeira, material que para esta população não é acessível pelos altos custos.

O BTC é uma técnica compatível à disponibilidade de material (terra) e de um equipamento, neste caso de propriedade da UFPB. Outro fator analisado foi a disposição de mão-de-obra local, já que atualmente as famílias têm grande necessidade de melhorar suas casas, além de estarem desempregadas.

Assim, foram construídas duas casas, uma com sistema misto e outra com BTC (figura 2). Em breve será iniciada a construção de uma terceira casa (fora dos espaços da Casa dos Sonhos).
Deste modo, estão sendo atendidas as famílias em situação de emergência que não tem outra alternativa para ter garantido um direito fundamental como é a moradia. Usando este recurso natural, ampliou-se a área de construção, já que, com a mesma quantidade de dinheiro, utilizando recursos convencionais, seriam construídos 45m2, e com este sistema construtivo foram construídos 67 m2 a 72m2, além de agregar valores como melhoria ambiental e social e diminuir a contaminação ambiental.

Cada experiência constitui um espaço de aprendizagem sobre metodologias de intervenção, técnicas de construção e qualidade na produção. Também, estas experiências ajudaram a identificar: as resistências da população e os problemas com os custos de mão-de-obra, no caso de se ter de pagar a fabricação do bloco e, a necessidade de ter o controle de qualidade na fabricação e na construção. Graças a estas experiências, se continua pensando em outros projetos.

Figura 2. Casa de bloco de terra prensado de 60m² em João Pessoa (Foto de Lucia E. Garzón)

Numa quarta etapa (2009-2010), decidiu-se realizar outro novo projeto comunitário: o artesanato (figura 3), um espaço dedicado a atividades produtivas de geração de renda com as mulheres da comunidade, já que elas são as que mais participam, estão desempregadas e necessitam trabalhar para melhorar a qualidade de vida.

Este projeto foi realizado com escassos recursos, com materiais doado e reciclado e os trabalhos foram em mutirão com pessoas da comunidade e estudantes da UFPB.

Figura 3. “Artesanato”, obra realizada durante uma oficina de transferência com quatro técnicas de construção com terra crua. João Pessoa (Foto de Lucia E. Garzón)

As técnicas empregadas foram: BTC, bahareque pré-fabricado e pau-a-pique. Uma inovação foi o uso do bahareque com casca de coco e bambu e outra foi o pau-a-pique com ripa de madeira e terra.

A execução da obra dentro de um curso de “transferência tecnológica” que se realizou durante três dias, com a participação ativa de trinta pessoas voluntárias entre as quais jovens, mulheres e homens da comunidade, além de estudantes de arquitetura e de engenheira.
Em curso posterior, realizaram-se os acabamentos deste modulo, com revestimento de terra e cal e com pinturas com minerais de terra.

Atualmente está-se elaborando um projeto urbano demonstrativo a pequena escala, cujo objetivo é demonstrar como um núcleo de oito famílias pode compartilhar um espaço comunitário e espaços familiares, funcionando a pequena escala de forma sustentável. Durante o processo de projeto, planejamento, produção e construção, vai-se consolidando um processo de autogestão comunitária, onde as famílias elaboram uma solução para seu problema de moradia e vão capacitando-se com o trabalho coletivo e coorporativo.
Desta forma, vão-se despertando processo de consciência e auto-estima, com mudança de hábitos e troca de saberes.

O conjunto habitacional (figura 4) está planejado em módulos e com desenvolvimento progressivo. Assim, ele pode de adaptar às necessidades sociais, culturais e econômicas dos moradores.
Em forma paralela se projeta iniciar a criação de uma pequena empresa de produtos de materiais ecológicos e reciclados com materiais não convencionais, ao mesmo tempo em que um grupo de pessoas se vai qualificando na capacidade produtiva e na construção de obras. Ainda se têm muitas barreiras para superar, motivo pelo qual o processo se encontra ainda na etapa do planejamento.

Um aspecto muito favorável é que a construção com terra oferece bom desempenho (Neves, 2005) em relação às condições ambientais e térmicas do clima do local que exige em geral refrigeração artificial para regular as temperaturas variáveis.

Figura 4. Perspectivas da vivenda uni familiar e vista do conjunto de oito casas sustentáveis com materiais não convencionais. (Desenhos de Lucia E. Garzón)

2. Metodologia de trabalho

A transferência de tecnologia se realiza num processo dedutivo e indutivo. Este tipo de formação exige um método de ensino aprendizagem horizontal e democrático, dirigido por expertos que participam da construção e assim podem assegurar resultados positivos e rendimentos (metas de obras).

É um processo, onde se envolve o corpo: a experiência vivencial permite gravar o conhecimento desde a pele e passa a instâncias intelectuais. É importante reconhecer que já existia um vínculo social, gerado em parte pela associação que trabalha na comunidade, o que facilita a interação com ela. Isto permite convocar, promover e encontrar aos participantes. É fundamental esta etapa prévia para lograr com as comunidades populares, a aceitação e conseguir uma abertura neste tipo de intervenção. Tudo se iniciou com um estudo de necessidades da comunidade e para isto se decidiu realizar o plano de obra, posteriormente uma apostilha, onde se ilustrou sobre as técnicas, os matérias a utilizar e os procedimentos a executar.

Todo isto antes da realização das oficinas. As oficinas são, neste caso, um recurso pedagógico que permite à comunidade capacitar-se e aportar com seu trabalho à realização do espaço, onde se começa por selecionar e conhecer os solos para a execução das técnicas construtivas a empregar. Para a obra se recorreu à contratação da fundação, pisos e a cobertura por parte de operários. As paredes se realizaram durante as oficinas por autoconstrução e com a mão-de-obra com 30 aprendizes.

O processo se iniciou com a produção de blocos de terra comprimida, o manejo da máquina e a qualidade da produção com o material do local, e continuou com a elaboração de muros, em alvenaria, produção de paredes com bahareque e até a fase de acabamentos, com revestimentos naturais e tintas ecológicas.

3. Avanço e problemáticas

Durante o processo de cinco anos nesta comunidade, foram vivenciadas muitas experiências positivas e negativas, com acertos e dificuldades, entre elas e uma das mais importantes é a aceitação deste sistema não convencional, por parte da comunidade popular. Sem embargo, depois de realizar as obras, apropriar-se das mesmas e utilizá-las, a comunidade tem adquirindo uma visão diferente desses produtos e sistemas. Durante este tempo, a Casa dos Sonhos serviu como real demonstração, a qual se encontra com um uso permanente por parte das crianças, mantendo-se em boa forma, sem ter afetado a qualidade e sem patologia consideráveis.

A maior dificuldade está na política habitacional, falta de vontade dos funcionários do poder público, ausência de políticas nesta linha de trabalho e a ausência de apoio econômico por parte das entidades financeiras. Na última experiência, depois de ter demonstrado a viabilidade, a metodologia e aceitação dos usuários, encontra-se a barreira política e financeira para sua concretização.

Os sistemas de subsídios não apóiam esses processos de inclusão como os realizados na Casa dos Sonhos.
No entanto, fica uma grata sensação de que é possível introduzir novos materiais e técnicas nas comunidades mais vulneráveis, sendo acompanhadas de um trabalho social, metodologia acertadas e obras demonstrativas que dão credibilidade e constroem a confiança dos usuários.

3.1 Experiências Dentro desta comunidade

Um processo de cinco anos que demonstrou sua aplicação, aceitação e durabilidade, apesar de ainda faltar sistematizar o processo, racionalizar os sistemas construtivos, desenvolver ferramentas que facilitem a apropriação da técnica de alvenaria.

O principal desafio é lograr preços competitivos que facilitem a socialização de estas técnicas. Isto, adicionalmente exige estudos e processo técnicos de manejo, porém requer sempre um trabalho de organização social para facilitar o desenvolvimento tecnológico para que avanços nesses sistemas sejam transferidos em forma dinâmica e pedagógica. As oficinas demonstram o potencial que se tem para construir um conhecimento de aprendizagem.

3.2 Desenvolvimento

De acordo às experiências realizadas com a comunidade de Santo Amaro, a apropriação por parte da população tem sido lenta porém positiva.
Pouco a pouco e na medida que as técnicas vão demonstrando suas vantagens, as famílias vão reconhecendo as potencialidades, o trabalho multiplicador segue avançando e os sistemas construtivos vão adquirindo outra dimensão.

O mais importante é que o processo tem permitido a um grupo da comunidade aprender e apropriar-se dos processos para intervir, manter e realizar ampliações de suas própria casas como se observa na figuras 5.

Figura 5. Participação das mulheres e jovens na etapa de acabamento dos rebocos com terra. (Fotografias de Lucia E. Garzón, 2010)

Existem muitos desafios para lograr que os conhecimentos e pesquisas realizadas, por parte dos centros de investigação e das universidades de muitos lugares do planeta, sejam transferidos às comunidades carentes.

No entanto, falta realizar processo de formação e de sensibilização com os profissionais para que cada um deles seja transmissor e na ação professional realize uma ação pedagógica com o conhecimento cientifico e técnico, para que as comunidades carentes se apropriem das técnicas de autoconstrução, com o acompanhamento e assessorias de técnicos (Garzón; Neves, 2007).

4. Conclusões

Existem setores da população em muitos países em via de desenvolvimento que não têm acesso ao mercado formal para aquisição da casa do sistema econômico dominante, portanto não participam de programas de poupança, empréstimos ou financiamentos.

Apesar das inúmeras criticas recebidas, a autoconstrução continua sendo uma estratégia viável e necessária para a população sem recursos.

É necessário aproveitar a contribuição de mão-de-obra para solucionar o problema habitacional, diminuindo os custos.
Enquanto a desigualdade social não seja atendida com consciência planetária, os processos de autogestão comunitária continuam sendo um espaço necessário que promove a atividade da comunidade e permite transformar a realidade.

A experiência deste processo mostrou que existe um grande potencial no aproveitamento da mão-de-obra comunitária e na integração que a construção com terra pode promover, porém muitos obstáculos ainda persistem desde a própria participação da comunidade até as exigências da organização técnica e social antes do desenvolvimento dos empreendimentos. É necessário desenvolver ferramentas que facilitem à comunidade, sem muita capacitação, construir as alvenarias de forma ágil, que acelere os processos e permita melhorar a qualidade nos resultados.

Ademais do desenvolvimento tecnológico é necessário empreender ações políticas e gestões institucionais estratégicas em cada lugar para sensibilizar funcionários e população, difundir em meios de comunicação as experiências e logros, mostrar as metas alcançadas e executar projetos demonstrativos com o objetivo de visualizar a problemática e abrir o espaço para que as instâncias dos poderes público e privado, especialmente o do mercado de materiais, permitam e apóiem outras alternativas para solucionar uma problemática que os governos não atendem.

São muito importantes as alianças entre as instituições como as universidades e ONGs, onde cada uma aporta e desenvolve parte dos projetos que incentivem a investigação e contribuem na direção de avanços tecnológicos com matérias não convencionais, tendo como público alvo as famílias sem recursos.

Desde a perspectiva ecologia é importante compreender que enquanto não exista equidade social é muito difícil que se possa habitar o planeta de forma sustentável.

É evidente que a paz se constrói quando há dignidade para a Terra e seus habitantes, e que uma forma ecológica é interatuar com justiça.

Como diz Leonardo Boff: A terra possui dignidade e por isso é portadora de direitos.
Por nossa parte temos o dever de cuidá-la, amá-la e mantê-la saudável para que siga gerando-nos e oferecendo-nos os bens e serviços que nos presta. Sem ela tampouco poderemos viver nem manter nenhum sistema econômico ou humano.

É necessário construir um pensamento holístico, ecológico e sustentável.

É necessário processos de trabalho comunitário, de interação humana, valorização do outro e respeito pela exploração de recursos.

O uso da terra como material de construção é uma possibilidade para atenuar a problemática habitacional.

Aproveitar racionalmente os recursos locais, com equilíbrio e responsabilidade pode aliviar a dor da humanidade que sofre marginalidade e exclusão social.

Agora começa o tempo de uma bio-civilização na qual a terra e a humanidade, dignas e com direitos reconhecem sua recíproca pertença, sua origem e destino comum (Leonardo Boff).

Referências bibliográficas
Garzón, L.E.; Neves, C. M. M. (2007). Investigar, formar, capacitar y transferir.
Los grandes desafíos de la arquitectura y construcción con tierra.
Apuntes, v 20, n 2. p. 324 -335.
Neves, Célia M. M. (2005).
O desempenho térmico da edificação de terra.
Arquitectura de terra em Portugal.
Lisboa: Ed. Argumentum. p. 185-188.

NOTAS (1):

www.leonardoboff.com

AUTORES Lucia Esperanza Garzón, arquiteta, com 20 anos de experiência em arquitetura e construção com terra e materiais naturais. Representante da Rede PROTERRA em Colômbia. Desenha, constrói, investiga e transfere tecnologias com materiais não convencionais. Coordena diversos programas de formação e promove diplomados e seminários internacionais sobre tecnologias sustentável com terra. Participa de conferencias, eventos e oficinas internacionais em EEUU, México, Portugal, Espanha, Brasil, Peru, Chile, EL Salvador, Venezuela, Costa Rica, Uruguai entre outros.

Yudith Del Valle Gómez, licenciada em trabalho social, Argentina, com residência na Paraíba, Brasil. Coordenadora financeira e da área de bem estar social da Associação Casa dos Sonhos.

Normando Perazzo Barbosa, engenheiro civil, mestre em Engenharia Civil, curso de especialização em concreto armado no Politécnico de Milão, Itália. Doutor pela Universidade Pierre et Marie Curie, Paris. Prof. Titular, pesquisador do departamento de engenharia civil e ambiental do centro de tecnologia da Universidade Federal da Paraíba. Consultor nas áreas de engenharia estrutural, coordenador do laboratório de ensaios de materiais e estruturas do centro de tecnologia da Universidade Federal da Paraíba. Desenvolve projetos de investigação na área de materiais e sistemas construtivos não convencionais, participando como voluntário de projetos comunitários.

Patricia Queiroga, arquiteta pela Universidade Federal da Paraíba, profissional liberal e voluntária em projetos comunitários.


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